sexta-feira, 22 de abril de 2011

" se o tempo nao pára,
 flui.
e constantemente,
corroi.

onde fui,
destroi.
nao mente,
constroi.

hà vida?
há.
nao parár
é viver.    "

sábado, 16 de abril de 2011

vingança criativa.

Imperialmente desfeita a loucura da perfeiçao é genialmente imperfeita. seguimos a receita, criámos, e, quando veio a colheita ficámos subditos algemados, criadores, unicos e maiores seguidores, que, livremente aprisionados se renderam de olhos fechados, cansados, aparentemente obstinados, mas, raramente encontrádos nessa rua de doce amargura onde só a pura essencia, nao a aparencia... cura.

Prisca Pirisca

sentado vejo-te dançar a mais exuberante de todas as danças. nao das um passo em falso, ludibrias os teus seguidores, percegues liderança, mas, sofres horores.
 pensas futuro, falas passado, nao sentes presente.
so sabes pensar doutrinas, nao sabes sentir momentos... sente!,nao te iludas com o que aparenta ser real, sonha mais alto e ai alimenta o teu pensamento.

"só cantarei o meu fado, quando, o meu futuro estiver passado no meu presente."

no plaino abandonado
que a morna brisa aqueçe
há um monte bajulado
por tudo o que aparece

já monte de inverno frio
monte de verao quente
monte que ri
monte que sente

sente que no passado
fugiu do futuro
e foi apanhado pelo presente

 pensou o abandono
sentiu falta do seu do seu adorno
sentiu a chuva fria
que agora o arrepia

monte que no plaino permanecia
e que a fria chuva arrefecia
monte que no plaino permance
e que a morna brisa aqueçe.


os primeiros dois versos sao  pessoanos.  
  
No plaino abandonado
Que a morna brisa aquece,
De balas trespassado-
– Duas, de lado a lado –,
Jaz morto, e arrefece.
                                     (...)
 (...)                             
Lá longe, em casa, há a prece:
“Que volte cedo, e bem!”
(Malhas que o Império tece!)
Jaz morto e apodrece
O menino da sua mãe
   
    
Fernando Pessoa