que a morna brisa aqueçe
há um monte bajulado
por tudo o que aparece
já monte de inverno frio
monte de verao quente
monte que ri
monte que sente
sente que no passado
fugiu do futuro
e foi apanhado pelo presente
pensou o abandono
sentiu falta do seu do seu adorno
sentiu a chuva fria
que agora o arrepia
monte que no plaino permanecia
e que a fria chuva arrefecia
monte que no plaino permance
e que a morna brisa aqueçe.
os primeiros dois versos sao pessoanos.
No plaino abandonado
Que a morna brisa aquece,
De balas trespassado-
– Duas, de lado a lado –,
Jaz morto, e arrefece.
(...)
(...)
Lá longe, em casa, há a prece:
“Que volte cedo, e bem!”
(Malhas que o Império tece!)
Jaz morto e apodrece
O menino da sua mãe
Que a morna brisa aquece,
De balas trespassado-
– Duas, de lado a lado –,
Jaz morto, e arrefece.
(...)
(...)
Lá longe, em casa, há a prece:
“Que volte cedo, e bem!”
(Malhas que o Império tece!)
Jaz morto e apodrece
O menino da sua mãe
Fernando Pessoa
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